Se observarmos que a grande maioria das estruturas de sistemas informatizadas das instituições financeiras está voltada para controle de produtos, daí o maior contingente concorrente do setor, damos indícios da subtração e dificuldade com que são tratadas as informações de apoio a tomada de decisão, no sentido dos esforços de integração e qualidade dos informes estratégicos.

Nos últimos anos, com as pressões dos Bancos Centrais e dos acordos internacionais, Basiléia I e II, o setor tem dado sinais de mudança e avanços significativos com o SPB, o aprimoramento dos controles de riscos de mercado e, recentemente, buscando minimizar seus riscos operacionais.

Não obstante a esse contexto, as estruturas de controles operacionais, internas e terceirizadas, vão se sustentado ao longo dos anos e, de forma inusitada, competindo com os novos padrões impostos pela modernidade dos conceitos e da tecnologia. Talvez pelos custos agregados ou pelo temor de uma mudança mais radical.

O sistema Sala, da Lysi Informática, avança e propõe resolver parte do problema, dando seguimento e velocidade para onde se deva querer chegar. Por um lado, remete os processos sistêmicos à lógica natural do negócio bancário, e, por outro, estabelece um ambiente organizado de colaboração e assentamento da informação. Para melhor esclarecer, lembremos o fluxo ou o caminho da grande maioria das estruturas atuais:

Negócio => Controle Operacional => Risco - Integração - Gerencial

Nesse rumo, a dependência com o controle operacional, chamados “Back-office”, normalmente distribuído em diversos sistemas e fornecedores, situa a informação de primeira mão em patamares de retaguarda e fora do alcance das decisões. Como conseqüência, os setores decisórios criam seus próprios controles, elevando os riscos operacionais e financeiros.

Invertendo a lógica do fluxo de processos, podemos encontrar um caminho mais suscetível a obter as posições de informações que os setores mais sofisticados dos bancos precisam:

Negócio => Recepção - Gerencial - Risco => Controle Operacional

O controle de recepção (“Front-office”) e o processamento gerencial das operações (“Middle-office”) na ponta do negócio, remetem as informações sobre as posições e resultados financeiros para frente de batalha. Ganhamos em qualidade e rapidez, além de uma estrutura independente, mais consistente e bem perto das decisões. Podemos também interagir e obter retorno sobre as informações de risco de mercado e propor processos de simulação em qualquer instância de posição.

O sistema Sala não tem a intenção, portanto, de revolucionar o comportamento e as estruturas legais hoje existentes nas instituições financeiras, mas contribui significativamente para uma mudança gradual das relações de negócio e suas vertentes operacionais.